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O primeiro deles é quando os membros da família já possuem
prazer e interesse pela leitura, quer dizer, lêem com freqüência,
desde jornais, revistas a livros. Afinal, a criança se espelha
nos modelos oferecidos pelas pessoas que têm um significado para
ela. Outro fator, não menos importante, é quando os pais, mesmo
aqueles que não têm o hábito de ler, introduzem a criança na
leitura comprando-lhes livros. Uma boa dica é levá-la às
livrarias e deixar que escolha seus próprios livros, para que os
mesmos tenham um significado para ela. No entanto, ao mesmo
tempo, leve em consideração a idade da criança na escolha final
do livro. Aqui vão algumas dicas:
*1
ano e meio – 3 anos:
São indicados
livros de papelão, plástico ou pano, contendo gravuras que
permitirão a criança explorar o ambiente pelo tato e nomear os
objetos.
*3 a 6 anos:
livros com predomínio de imagens em relação ao texto (que devem
ser curtos).
No entanto, apenas oferecer livros à criança pode não ser
suficiente para despertar-lhe o interesse desejado. Os pais
podem
ler para a mesma,
o que significa tomar-lhe o lugar de leitor para que a mesma o
assuma posteriormente, ao ser alfabetizada.
Lendo
o adulto faz com que a criança estabeleça uma conexão entre o
mundo real e o da palavra: este seria o terceiro pré-requisito.
Nestas situações, os pais devem tornar a leitura interessante,
deixando também que a criança participe, fazendo-a interagir com
a história por meio de perguntas, solicitando recontagem da
mesma... Assim, contar estória deve ser um momento lúdico,
de descoberta, instigando a criança a um mundo imaginado.
Um último pré-requisito importante é fazer com que a
apresentação da escrita à criança vá além dos livros. Explore e
demonstre que há escrita nos rótulos dos alimentos, nas placas
das ruas, na caixa do brinquedo...
Lembre-se que o gosto pela leitura é um forte indicativo de
sucesso na futura aprendizagem escolar da criança e é no
ambiente familiar que esse elo é começa a se estabeler. |