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Sabe-se que esta atitude - de dar significado as ações da criança - será
primordial para que posteriormente (a partir dos 8 meses) ela passe a tentar
interagir com o outro.
Essas
tentativas, inicialmente, acontecem em formas de gestos
elementares, como um sorriso, um olhar, vocalizações, por volta
dos 8 a 12 meses. A seguir, dos 12 aos 18 meses, esses gestos
passam a ser mais elaborados e a criança, espelhando-se no
outro, passa a usar nossos gestos convencionais, como dar tchau,
indicar sim ou não com a cabeça, apontar para o que deseja,
entre outros.
A partir dos 12 meses, outro fato
importante surgirá no desenvolvimento da criança, que é se
utilizar de formas verbais para se comunicar, surgindo, assim,
os primeiros esboços de palavras: mama (mamãe), por exemplo.
Portanto,
percebe-se que a linguagem da criança, desde a sua forma não-verbal,
não se desenvolve sozinha, ela precisará sentir a necessidade de
se comunicar e descobrir meios para fazer isso. São as pessoas
do seu convívio que terão o papel fundamental de inserí-la no
mundo da linguagem, através da promoção de condições favoráveis,
onde a mais importante, é dar significado a suas ações mesmo que
a criança não tenha a intensão de usá-las para se comunicar.
Abaixo segue uma tabela sobre o
desenvolvimento pré-verbal da criança mais detalhado.
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0 a 3 meses |
Vocalizacões
reflexas; reage à fala humana (sorri, olha); apresenta
atenção ao som, procurando-o; Não tem intensão
comunicativa. |
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4 a 8 meses |
Inicia
o balbucio (brinca com os sons – bababa;papapa); uso de
expressões faciais, movimentos corporais, sem intensão
comunicativa; |
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8 a 12 meses |
Surgem
os comportamentos comunicativos intensionais para atender
as suas necessidades:gestos elementares (apontar),
vocalizações mais variadas e direcionadas ao adulto,
olhares; repete sons emitidos por outros; compreende
palavras simples. |
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12 a 18 meses |
Usa
os gestos que o meio em que está inserido costuma usar (convencionais):
dar tchau, solta beijo, indica sim ou não com a cabeça...;
Surgem esboços de palavras:auau, mamãe, papai, dá, agá... |
Na próxima edição, daremos
continuidade ao desenvolvimento da linguagem, falando sobre as
etapas seguintes e sobre outras intervenções essenciais que o
meio pode oferecer para que esta ocorra de forma satisfatória.
Até lá!
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
CELIA. L.S
Aquisição e desenvolvimento infantil (0 – 12 anos): um olhar
multidisciplinar. Porto Alegre : Edipucrs, 2003.
ZORZI. L. J. Distúrbios de linguagem em crianças pequenas.
In:FILHO.L.O et al (org.)Tratado de fonoaudiologia. São
Paulo: Roca, 1997.
ZORZI. L. J. A intervenção Fonoaudiologica nas alterações da
linguagem infantil. São Paulo: Revinter,2002. |