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As crises parciais são caracterizadas
pela ativação de uma parte do cérebro, sendo subdivididas em
crises parciais simples, quando ocorre a preservação da
consciência, e crises parciais complexas, quando há o
comprometimento da mesma. As crises generalizadas são
aquelas em que há o envolvimento de amplas áreas de ambos os
hemisférios cerebrais. E as não classificáveis são as crises
que não se enquadram nos dois subtipos acima.
Segundo estudos recentes, crianças com epilepsia têm
apresentado alterações no desenvolvimento da aprendizagem que
tem se caracterizado como um fator relevante. Esta envolve
aspectos como cognição, memória, habilidade para pensar ou usar
informações, e as crises podem afetar essas habilidades de
diferentes maneiras.
Para cada indivíduo, o efeito das crises no que se refere
às suas habilidades acadêmicas e às funções cerebrais será
diferente. Assim, uma pessoa pode desenvolver dificuldades para
aprender e reter informação enquanto a outra pode permanecer em
níveis médios ou acima destes nas atividades acadêmicas.
Algumas crianças com crises de difícil controle podem
mostrar um declínio no QI (Quociente
de Inteligência), entretanto, este declínio não é
necessariamente permanente. Porém, se as crises continuarem a
ser severas ao longo do tempo do desenvolvimento acadêmico, o QI
permanecerá ligeiramente mais baixo. Como também, se ocorrer
diminuição das crises severas ou ainda da freqüência, pode-se
haver, em muitos casos, o aumento deste nível do QI.
Os professores devem saber que havendo uma melhoria no
controle da crise, as crianças serão capazes de acompanhar bem
as aulas, entretanto elas terão que ter um reforço dos conteúdos
já estudados a fim de compensar a aprendizagem interrompida
pelas crises.
É importante ressaltar que muitos estudos têm mostrado que
crianças com epilepsia controlada ou de baixo-severidade
encontram-se na média ou acima da média nas habilidades de
leitura, de escrita e de matemática, ou seja, não apresentam
dificuldades no processo de aprendizagem. Somente em casos de
crises severas, as dificuldades nessas habilidades tornam-se
aparentes.
Bibliografia consultada
Learning throught Storms – Epilepsy ad Learning.
Vol.3, No. 1 < http://www.epilepsymatters.com/english/learning3.html
> Acesso em: 30 de abril de 2007.
Wajnsztejn, R.; Jorge, C. L.
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da Infância e Adolescência: Aspectos Práticos. São Paulo: Atheneu, 2003. Cap. I
Valente, K. D. R.
Classificação das Crises Epilépticas e Epilepsias. In.: Melo,
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Epilepsias ao longo da vida: 100 questões práticas. São Paulo:
Segmento Farma, 2006.
Fontanelle, L. C.; Pires, L.
C. Epidemiologia e Definições. In.: Melo, A. N. de.; Yacubian, E. M. T.; Nunes, M. L. Crises Epilépticas e Epilepsias
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