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A FONOAUDIOLOGIA PODE AJUDAR VOCÊ!
A aquisição da linguagem tem um papel fundamental no processo de socialização e da aprendizagem escolar da criança. Muitas são as dúvidas em relação à normalidade do seu desenvolvimento e sobre quando encaminhar crianças com dificuldades. São elas: atraso de linguagem, trocas na fala (desvio fonológico), gagueira e dificuldades de leitura e escrita.

SAIBA QUANDO ENCAMINHAR!

ATRASO DE LINGUAGEM
(AIMARD, 1986)

Caracteriza-se quando a criança não segue a cronologia esperada para o desenvolvimento da linguagem.Cronologia:
- Desde o sexto mês, o bebê balbucia (produz sons, mas sem intenção comunicativa);
- A partir do oitavo mês, a criança busca se comunicar com o outro, mas através de gestos;
- Por volta de 1 ano, a criança já usa gestos aprendidos no meio social(dar thau, soltar beijo, indicar sim ou não com a cabeça, etc). Entre 1 ano e 1 ano e meio, começam a surgir as primeiras palavras;
- Aos dois anos ela fala palavras e, aos poucos, forma frases simples (ex: qué aga) e tem facilidade em repetir palavras e frases que ouve;
- Com 3 anos a criança deve se comunicar verbalmente, elaborar pensamentos simples e fazer perguntas.
(AIMARD, 1986)

obs.: Oferecemos atendimento especializado em crianças com Síndromes e Epilepsia.



DESVIO FONOLÓGICO
(TROCAS NA FALA)

A criança, quando começa a falar, omite as letras difíceis ou as substituem por letras mais simples. O problema é quando isso persiste depois dos 3 a 4 anos de idade.

Por volta dos 4 anos, a criança já deve ter adquirido as seguintes letras (sons): p (papai), t (tatu), k (caiu), b (baú), d (dado), g (gato), m (miau), n (não), nh (ninho), v (vovó), f (feio), z (zazá), s(saiu), j,g (jóia, gelo, Gil), ch,x (chão, Xuxa), l (lata), lh (palha);
Dos 4 aos 5 anos, a criança deve ter adquirido as seguintes letras (sons): R (rato), r (caro);
Dos 5 aos 6 anos, a criança deve ter adquirido as seguintes letras (sons): r e l no grupo consonantal (prato, flauta), s,l, r, n final (pasta, papel, porta, canto).
(LAMPRECHT et. al., 2004)

GAGUEIRA
(FRIEDMAN, 1986)

Para a população, o termo gagueira remete as disfluências (repetições, prolongamentos e bloqueios) na fala. No entanto, estas podem ser classificadas em:
Disfluências comuns: presentes na fala de qualquer indivíduo;
Disfluência fisiológica: quando as disfluências apresentam-se com uma maior freqüência na fala de algumas crianças que se encontram na fase de aquisição de linguagem;
Disfluência patológica (gagueira):quando o sujeito apresenta, além das
freqüêntes disfluências na fala, tensão, uso de truques, emoções negativas (frustração, medo...) e a crença de que vai gaguejar antes mesmo de falar.
O encaminhamento, no caso de crianças, deve ocorrer quando as suas disfluências trazem preocupação e/ou ansiedade aos pais.
Mais informações, ver no menu deste site: Disfluência.

DIFICULDADES DE LEITURA E ESCRITA
(ZORZI, 2003)

A aprendizagem da leitura e escrita depende de vários fatores, como: contato com a escrita antes da escolarização, ambiente escolar adequado, integridade biológica, emocional, etc. As crianças que, mesmo diante de todas a condições favoráveis para esta aprendizagem, apresentarem dificuldades, podem se enquadrar nos seguintes casos: distúrbio de leitura e escrita, dislexia ou disortografia, merecendo, assim, uma avaliação fonoaudiológica.
Por outro lado, a fonoaudiologia também pode ajudar aquelas crianças que, no aprendizado da leitura e escrita, sofram a interferência de um ou mais fatores citados acima.
Dentre as alterações de leitura e escrita, pode-se citar: dificuldades na leitura (decodificação, compreensão), dificuldades na estruturação do texto, dificuldades ortográficas, etc.
Vale salientar que o encaminhamento precoce é fundamental, já que toda a aprendizagem do conteúdo escolar depende do sucesso da criança no ato de ler e escrever.

 
 
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